Este foi o desafio lançado pela Carolina Gonçalves do Movimento Claro, organização que tem desenvolvido um sem número de iniciativas de sensibilização ambiental e consciencialização sobre os danos que o plástico descartável causa no ambiente.
Sendo a AMQC – Associação de Moradores da Quinta da Carreira, uma Organização Não Governamental de Ambiente (ONGA), não tive como recusar o repto lançado pela Carolina e comprometi-me a estudar a sua viabilidade, sabendo que estava refém de 4 pressupostos: não servir em vidro, não comprometer fontes de receita, não aumentar muito os custos e não sobrecarregar a logística do evento.
Com a aprovação unânime da comissão de festas, o desafio transformou-se rapidamente em prioridade e passo a passo foram-se encontrando as várias soluções: pratos e tigelas feitos de bagaço de cana-de-açúcar, talheres em madeira ou bambu, caixas para cachorro em papelão, jarros em plástico reutilizável, copos de café em cartão, palhetas para café em madeira (provenientes de florestas sustentáveis), palhinhas de papel e copos que, para além de reutilizáveis, são 100% recicláveis e também um atractivo suporte de comunicação.
Já só faltava resolver o problema da venda de água, cuja receita não podíamos comprometer, e para a qual não encontrávamos solução alternativa às tradicionais garrafas de plástico descartável, mesmo depois de contactadas várias empresas comercializadoras de água engarrafada. Até que, através da Junta de Freguesia de Cascais e Estoril, encontrámos a Ana Nobre Pinto da Earth Water Portugal, uma organização que comercializa água em embalagem de papel-cartão e cujos lucros revertem 100% a favor do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas para as refeições escolares que, em tempo recorde, nos fez chegar a tão desejada solução.
O que à partida parecia ser um enorme desafio, acabou por resultar numa extraordinária experiência que vem comprovar que, não só é possível, como é relativamente simples e sem grandes custos acrescidos (encontrámos quase tudo nas grandes superfícies), evitarmos a utilização de plásticos descartáveis no nosso dia-a-dia e assim diminuir a nossa pegada ecológica.
Resta-me responder à pergunta da Carolina.
SIM CAROLINA, CONSEGUIMOS !

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